BRASÍLIA
Grande amor de minha vida! Em cinco de novembro de mil novecentos e setenta e cinco te conheci, quando tu ainda era criança. Em ti, cheguei com minha Mãe em estado de saúde bastante grave... Terra linda, bela, querida, de gente garrida e gentil!
Minha mala de madeira num saco de algodão, o cadeado era um laço de cordão... Sobrevivi... Dona Hermina não! Do Piauí, o percurso da viagem
entre chuva e lamaçal, cinco noites com cinco dias!
Ao chegar, fui para a civil construção...
Sentei Praça, passei fome e comi o pão amassado pelo diabo. Nas madrugadas dormi em calçadas altas!
No Piaui vivo feliz por mim e por ti!
E ainda sonho contigo todos os dias. Muito eu te curti! Aprendi que a vida não é mole quando ajudei construir!
Com garras e fé em Deus cheguei onde quis... Enfim, és a menina mais linda, o que te parabenizo por três vezes mil!